quinta-feira, 24 de junho de 2010

O hipertexto permite uma maior facilidade quando buscamos informações pontuais em um texto. Você acredita que ele teria apenas um caráter informativo ou não? É possível obter conhecimentos mais que informativos em um hipertexto?pergunta Laura
Acredito que o hipertexto  é mais do que informativo.Ele permite ao leitor uma postura ativa de dialogar com o texto lido e ir em busca das informações que  lhe chamaram atenção.A pessoa  que está lendo o hipertexto pode ir em busca de outras visões sobre o tema e não ficar preso apenas ao que está dado.Assim,acredito que o hipertexto além de informativo pode ajudar-nos na nossa posição como sujeitos ativos e pensantes na hora em que estamos em contato com a produção de um autor

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Ao conceber a atividade da leitura como sendo um diálogo que se estabelece entre o leitor e o autor através do texto, nos deparamos com uma pluralidade da leituras. Em sua opinião, quais os pontos positivos e negativos desse fato para o ensino da leitura?
Acredito que a leitura concebida como um diálogo entre o leitor e o autor permite o surgimento de diversas questões sobre aquilo que é dado.Com  uma maior pluralidade da leitura podemos enriquecer o ambiente de aprendizagem já que surgirão diversas questões,opnioes diferentes e até mesmo diferentes interpretações  sobre um mesmo parágrafo.È necessário saber trabalhar com a diversidade de forma que ela seja aproveitada por todos afim de se tornar um ponto positivo para o ensino da leitura.No entanto,se buscarmos um entendimento homogeneo,e passar uma única mensagem com o texto a pluralidade de leitura será negativa já que abrirá espaço para duvidas e o diálogo

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Correção da pergunta sobre o seminário

Como a evolução da escrita pode se relacionar com o processo de alfabetização das nossas crianças?

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Pergunta para refletir sobre o seminário "História da escrita"

Como a evolução da escrita da pictográfica para a cuneiforme pode se relacionar com  o processo de alfabetização  das nossas crianças?

Reflexão sobre o seminário "história da leitura"

O texto “A história da leitura”, apresenta a passagem da leitura oral para a silenciosa, colocando a leitura silenciosa em evidencia como um ganho histórico. Com base no texto e levando em consideração suas experiências pessoais, reflita sobre a diferente sensação, interpretação e atenção que se dá a um texto lido silenciosamente por você, e um lido em voz alta para você.


O texto lido em voz alta,é  para mim um texto coletivo cuja a prioridade são outras além do entendimento e interpretação.Quando lemos em voz alta,nos preocupamos com a pronuncia,com a dicção ,com a pontuação.Quando estamos estudando outras Línguas ler em voz alta é muito importante para ter o feedback de nossa voz ,de nossa pronuncia.Muitas vezes quando leio em voz alta,nem sei o que li,já que não me concentro no real significado do texto.Ler silenciosamente permite mais intimidade com o texto.Podemos fazer do jeito que queremos para melhor entende-lo.Ler duas vezes um mesmo parágrafo,voltar para uma palavra desconhecida.Permite diversos pensamentos e um aprofundamento nas interpretações.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Resumo para o seminário

O capítulo “Primórdios” do livro “Uma história da leitura” do autor Alberto Manguel trata o início da escrita e sua importância por volta do quarto milênio antes de Cristo.A escrita aparece inicialmente na Babilônia em tabulas de argila e para fins comerciais.É na sua relação com a leitura que o ato de escrever revela sua grande importância já que sem a presença de um leitor ela não poderia ser passada adiante no espaço e no tempo.Com o reconhecimento da escrita e da leitura como atividades poderosas emergem os escribas que ocupavam um lugar de destaque na sociedade por serem peças essenciais na comunicação e na decodificação das mensagens.


Em um primeiro momento a escrita surge para que se pudesse organizar uma sociedade cada vez mais complexa. Apoiava as atividades econômicas da época, como por exemplo, a venda de bois, por meio de representações precisas dos objetos simbolizados pelas palavras. A escrita logo revelou sua importância por não ser limitada igual à lembrança do cérebro e por ser capaz de transmitir uma mensagem sem a presença física daquele que a compôs.

Junto com o surgimento da escrita surge a leitura já que o objetivo de se representar uma mensagem era que a mesma pudesse ser resgatada posteriormente, Essa relação leitura e escrita foi fundamental para que o texto ganhasse existência e vida ativa.

Surge então junto com a importância de registrar e decifrar as mensagens os escribas que eram considerados o centro da comunicação. Esses não só transmitiam notícias como registravam as leis, mantinham o calendário e controlavam as operações econômicas. Com esse grande poder que possuíam os escribas, preparados desde cedo para tal função em escolas privadas, constituíam uma elite aristocrática que tinha privilégios sobre o resto da sociedade mesopotâmica. O estudante aprendia por meio da leitura e cópia da escrita do professor que propiciava o surgimento de outras funções como tradução, transformação e crítica daquilo que estava escrito.

A escrita evoluiu das mensagens pictográficas para a escrita cuneiforme cujos sinais representavam sons e silabas e não mais objetos. Isso possibilitou que em pouco tempo os escritos pudessem registrar obras literárias mais complexas.

O autor coloca que esse texto escrito por um estoque de palavras comuns pode ser lido de diversas formas. Por isso para que o escriba consiga preservar o sentido com o qual escreveu é preciso que ele também seja um leitor de seu próprio texto para que as palavras escritas não venham a se tornar marcas silenciosas.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Os livros na Idade Média

O texto aborda o difícil acesso aos livros na Idade Média.O preço elevado,a raridade dos copistas e a dificuldade que estes encontravam na produção dos livros faziam com que o valor do livro fosse tanto simbolicamente quanto materialmente muito elevados .As bibliotecas que existiam eram ou universitárias ou catedráticas e contavam com um número restrito de livros e que não atingiam toda a população,estando ao alcance apenas dos homens ligados ao saber.Mesmo com a invenção da tipografia que transformou tanto em rapidez quanto em quantidade a circulação dos livros, esses homens do saber não modificarram antes de 1500 a composição de suas bibliotecas.No entanto,com o surgimento dos livros impressos,os meios populares e urbanos começaram a conseguir ter acesso ao que antes era considerado um "grande tesouro".

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Mergulho num lago gelado

"Mergulho  num lago gelado" de Susan Sontag traz a questão da importância da leitura para ser um bom escritor.Acredito que  a cada parágrafo escrito milhares de parágrafos lidos estão por  trás.Eles estão contidos na nossa experiência de vida sobre leitura e escrita.
Ao mesmo tempo a cada parágrafo lido a escrita revela sua importancia.Leitura e escrita se revelam então indissossiáveis,assim como o são no processo de nossa alfabetização.Uma pessoa só pode estar submetido inteiramente ao universo das palavras quando pode ler e escrever.
A leitura pode nos levar a universos distantes,a romper com o ego ,enquanto, para mim, a escrita está sempre presa a alguns padrões.No entanto, tanto a leitura quanto a escrita pressupõem sujeitos que pensam o ato de ler e escrever de acordo com as suas experiências.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Cartas a um jovem poeta

Assim como eu esperava deixaria para a última semana a leitura do livro,apesar de tê-lo escolhido de forma bastante ativa e consciente.De todos os títulos que mais me interessavam ,a  prévia leitura de algumas partes  me fez escolhê-lo.Talvez esse caráter de obrigação  tenha me afastado dele até a hora que tornou-se inevitável o nosso encontro.No feriado,programei :30 páginas por dia e logo fico livre disso,sem ter que perder muito tempo e me cansar.No entanto,ao começar a ler "Cartas a um jovem poeta" me deparei com o prazer que traz um livro bom.Aquele prazer que nos leva a outro mundo esquecendo da proposta de eliminar 30 páginas e da data marcada para terminá-lo.As reflexões do autor  além de darem luz ao complexo processo da escrita ,me fizeram refletir sobre a vida.O  livro traz  uma idéia da busca de sentimentos mais profundos,do dizer o indizível e da importancia da solidão e do afastamento das críticas externas para voltar-se para dentro e fazer a arte.Fazia tempo que uma leitura não me atingia assim!
Como disse Rilke, só alguns livros nos são indispensáveis...."Viva nesses livros um momento,aprenda neles o que lhe parece digno de ser aprendido,mas,antes de tudo,ame-os.Esse amor ser-lhe-á retribuído milhares de vezes e,como quer que se torne a sua vida,ele passará a fazer parte,estou certo, do tecido do seu ser,como uma das fibras mais importantes,no meio das suas experiências,desilusões e alegrias".(1903)

quarta-feira, 31 de março de 2010

Memória dos livros

 O texto "Memória dos livros" de João Ubaldo Ribeiro me tocou bastante.È incrível como a experiencia com a leitura pode ser instigante desde a primeira infância.A leitura  nesse texto aparece com caráter de lazer e de descoberta no lugar do que é apenas sistemático e obrigatório.Lembro que meu pai  que é um grande apaixonado por livros me levava em feiras,livrarias e me enchia com as mais interessantes obras.No entanto ,aqueles livros por mais que não fizessem parte do currículo escolar sempre ocuparam outro lugar na minha curiosidade e prazer.Eram livros que deveriam ser lidos e não que eu queria ler para acalmar a minha curiosidade.

quarta-feira, 24 de março de 2010

INSPIRAÇÃO

Todos os textos lidos até agora  nos levam a pensar a questão do dom e da inspiração.Seriam os  grandes autores aqueles que nasceram com tal habilidade e assim nada abalaria a sua inspiração?E o método como escrevem seria  rigido ou poderia mudar bruscamente com as mudanças do cotidiano?
Confesso que estava bem animada e me sentindo disposta a escrever nesse blog.Mas com problemas pessoais mal consigo distrair-me e conseguir ler um parágrafo sequer,é como se a minha cabeça já estivesse tão cheia que impedisse qualquer ato criativo.Se para uns o sofrimento pode ser a chave para uma bela poesia para mim é a impossibilidade de pensar em um verso.

quarta-feira, 17 de março de 2010

O corvo

Quando busquei informações sobre o autor fiquei muito curiosa sobre o que poderia vir da vida e sentimentos de alguém com uma vida tão conturbada e nada linear.


Nas primeiras estrofes fiquei pensando em um clima fúnebre,misterioso que estava me instigando a continuar a leitura apesar do grande barulho.

Algumas palavras que eu não conhecia não impediam que eu imaginasse um cenário sugerido até mesmo pelo que eu não entendia.

Quando li a menção a uma amada me surpreendi,ele parecia tão sozinho mas já teria tido alguém.Em qual das mulheres presentes na sua biografia ele estaria pensando.

Pensei no que teria que escrever e me desconcentrei,talvez eu estivesse pensando ,aproveitando as emoções que o poema suscitava e não entendendo realmente o que ele estava dizendo.Talvez eu tivesse que ler tudo de novo para entender melhor.

Continuei lendo mas várias vezes li o mesmo parágrafo pensando que não estava entendendo bem.

Talvez seja isso,várias interpretações possíveis,dependendo da forma que você lê

As rimas em ais,o corvo"nunca mais" estariam falando da amada em um clima sombrio e solitário?

O que mais me impressionava era o cenário que ficou na minha cabeça enquanto eu lia.Será que era ao menos parecido com o pensado pelo autor.Só sei que gostei de conhecer um pouco esse “homem estranho” pelas sensações que ele provocou.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Os dons...

Em um texto publicado  no  jornal " O Estado de São Paulo" ,Rachel de Queiroz nos fala que para escrever tem que haver o dom da escrita,como se fosse algo geneticamente programado e que logo se revelasse nos primeiros textos das crianças.É certo que muitas pessoas que acreditamos possuir um  dom,são filhos de pais igualmente abençoados por tais habilidades, o que nos faz pensar em um caráter genético .Mas será que só ser filho basta?Meu pai tem uma enorme biblioteca e sempre foi um grande leitor,mas isso não bastou para que eu  e minhas irmãs nos tornássemos leitoras de afinco ou se quer amantes de livros.A biblioteca do meu pai sempre teve uma "áurea" de intocável,aquela que possuia os tesouros que não poderiam ser usados por qualquer um.Nunca exploramos o que havia ali e nem ao menos sabemos a forma como meu pai organiza os livros que odeia emprestar.Sempre que pedi um livro de sua biblioteca ele respondia "não quer que eu te compre outro igual para não estragar esse que é de uma edição especial?"Mas talvez eu quisesse justamente aquele que estava na minha casa e que representasse algo compartilhado dos interesses do meu pai.Acredito que o que diferencia os filhos dos escritores ou de pintores dos demais é viver em um ambiente rico  e aberto em tais atividades,no qual podem explorar ,realizar,desmistificar,significar e assim ir desenvolvendo suas competências .

quinta-feira, 4 de março de 2010

Sobre a escrita em minha vida

Quando foi que perdi a vontade de escrever?Lembro na escola de ser ótima aluna e de produzir bons textos que por sua vez rendiam boas notas.A escrita era mais uma forma de avaliar ,uma tarefa que deveria ser cumprida,e não era vista como um meio para comunicar o que eu sentia ou pensava.Fui procurar algum texto da minha infância para colocar aqui,mas nada encontrei.Talvez isso evidencie o meu olhar sobre a escrita , que era vista como algo sem importância que ao final do ano letivo poderia ir embora junto com os livros e provas que não eram mais úteis.Entre as lembranças que busquei estavam as inúmeras aulas de redação que tive no Colégio Bandeirantes.Tínhamos que produzir textos em meia hora sobre diversos assuntos.Para tornar essa tarefa possível eram ensinadas "fórmulas" para desenvolver os parágrafos necessários para uma boa redação de vestibular.E assim, produzimos muito ao longo de três anos,mas, não lembro de olhar para um texto e me orgulhar de tê-lo escrito, talvez porque a autoria não fosse realmente minha, mas sim, parte de um sistema pré-determinado que não dava asas a minha imginação e produção.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

O olhar que mata

"O que mata um jardim,não é mesmo
alguma ausência
nem o abandono....
O que mata um jardim é esse olhar vazio
de quem por ele passa indiferente."(Mario Quintana)


Esse poema me chamou muita atenção quando o li. O olhar indiferente é aquele que olha como se nada pudesse ver.Muitas vezes olhamos sem refletir,sem buscar respostas,sem entrar em contato com os significados que estão presentes até na mais simples cena.Talvez as tarefas de ler e escrever também estejam presentes nesse poema.Lemos tantas coisas porque temos que ler e escrevemos porque  prazos necessitam ser cumpridos , entregando assim as nossas prórpias palavras à esse olhar indiferente e mortal.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A escola e a palavra

A escola é o lugar das palavras.Palavras que são escutadas,respondidas,valorizadas,que viram histórias e músicas no ambiente escolar .Por meio da palavra a criança pode expressar seus sentimentos,falar dos seus desejos ,e compartilhar com os outros o que está no seu mundo privado colocando-se frente a vida social.
A escola,  em que tantos contos são lidos para os pequenos ,é a mesma em que a criança pode construir sua própria história com seus sentimentos ,descobertas e associações que viram palavras e que, por sua  vez ,ficam guardadas para sempre para aqueles que as escutam com respeito.
Hoje mesmo o ambiente escolar me proporcionou mais um momento em que a palavra dos  pequeninos me surpreendeu .
M. de três anos entrou na escola no começo de fevereiro e está em processo de adaptação.Não gosta de dividir nada e nem brincar com outras crianças da turma.
Ao vê-la fazendo um bolo na areia e oferencendo um prato com areia para o colega, falei toda feliz:
-Que legal M. voce fez um bolo bem gostoso e agora vai dar um pedaço para F.?!
M. olhou para mim e respondeu:
-É mas tem veneno !