quarta-feira, 31 de março de 2010

Memória dos livros

 O texto "Memória dos livros" de João Ubaldo Ribeiro me tocou bastante.È incrível como a experiencia com a leitura pode ser instigante desde a primeira infância.A leitura  nesse texto aparece com caráter de lazer e de descoberta no lugar do que é apenas sistemático e obrigatório.Lembro que meu pai  que é um grande apaixonado por livros me levava em feiras,livrarias e me enchia com as mais interessantes obras.No entanto ,aqueles livros por mais que não fizessem parte do currículo escolar sempre ocuparam outro lugar na minha curiosidade e prazer.Eram livros que deveriam ser lidos e não que eu queria ler para acalmar a minha curiosidade.

quarta-feira, 24 de março de 2010

INSPIRAÇÃO

Todos os textos lidos até agora  nos levam a pensar a questão do dom e da inspiração.Seriam os  grandes autores aqueles que nasceram com tal habilidade e assim nada abalaria a sua inspiração?E o método como escrevem seria  rigido ou poderia mudar bruscamente com as mudanças do cotidiano?
Confesso que estava bem animada e me sentindo disposta a escrever nesse blog.Mas com problemas pessoais mal consigo distrair-me e conseguir ler um parágrafo sequer,é como se a minha cabeça já estivesse tão cheia que impedisse qualquer ato criativo.Se para uns o sofrimento pode ser a chave para uma bela poesia para mim é a impossibilidade de pensar em um verso.

quarta-feira, 17 de março de 2010

O corvo

Quando busquei informações sobre o autor fiquei muito curiosa sobre o que poderia vir da vida e sentimentos de alguém com uma vida tão conturbada e nada linear.


Nas primeiras estrofes fiquei pensando em um clima fúnebre,misterioso que estava me instigando a continuar a leitura apesar do grande barulho.

Algumas palavras que eu não conhecia não impediam que eu imaginasse um cenário sugerido até mesmo pelo que eu não entendia.

Quando li a menção a uma amada me surpreendi,ele parecia tão sozinho mas já teria tido alguém.Em qual das mulheres presentes na sua biografia ele estaria pensando.

Pensei no que teria que escrever e me desconcentrei,talvez eu estivesse pensando ,aproveitando as emoções que o poema suscitava e não entendendo realmente o que ele estava dizendo.Talvez eu tivesse que ler tudo de novo para entender melhor.

Continuei lendo mas várias vezes li o mesmo parágrafo pensando que não estava entendendo bem.

Talvez seja isso,várias interpretações possíveis,dependendo da forma que você lê

As rimas em ais,o corvo"nunca mais" estariam falando da amada em um clima sombrio e solitário?

O que mais me impressionava era o cenário que ficou na minha cabeça enquanto eu lia.Será que era ao menos parecido com o pensado pelo autor.Só sei que gostei de conhecer um pouco esse “homem estranho” pelas sensações que ele provocou.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Os dons...

Em um texto publicado  no  jornal " O Estado de São Paulo" ,Rachel de Queiroz nos fala que para escrever tem que haver o dom da escrita,como se fosse algo geneticamente programado e que logo se revelasse nos primeiros textos das crianças.É certo que muitas pessoas que acreditamos possuir um  dom,são filhos de pais igualmente abençoados por tais habilidades, o que nos faz pensar em um caráter genético .Mas será que só ser filho basta?Meu pai tem uma enorme biblioteca e sempre foi um grande leitor,mas isso não bastou para que eu  e minhas irmãs nos tornássemos leitoras de afinco ou se quer amantes de livros.A biblioteca do meu pai sempre teve uma "áurea" de intocável,aquela que possuia os tesouros que não poderiam ser usados por qualquer um.Nunca exploramos o que havia ali e nem ao menos sabemos a forma como meu pai organiza os livros que odeia emprestar.Sempre que pedi um livro de sua biblioteca ele respondia "não quer que eu te compre outro igual para não estragar esse que é de uma edição especial?"Mas talvez eu quisesse justamente aquele que estava na minha casa e que representasse algo compartilhado dos interesses do meu pai.Acredito que o que diferencia os filhos dos escritores ou de pintores dos demais é viver em um ambiente rico  e aberto em tais atividades,no qual podem explorar ,realizar,desmistificar,significar e assim ir desenvolvendo suas competências .

quinta-feira, 4 de março de 2010

Sobre a escrita em minha vida

Quando foi que perdi a vontade de escrever?Lembro na escola de ser ótima aluna e de produzir bons textos que por sua vez rendiam boas notas.A escrita era mais uma forma de avaliar ,uma tarefa que deveria ser cumprida,e não era vista como um meio para comunicar o que eu sentia ou pensava.Fui procurar algum texto da minha infância para colocar aqui,mas nada encontrei.Talvez isso evidencie o meu olhar sobre a escrita , que era vista como algo sem importância que ao final do ano letivo poderia ir embora junto com os livros e provas que não eram mais úteis.Entre as lembranças que busquei estavam as inúmeras aulas de redação que tive no Colégio Bandeirantes.Tínhamos que produzir textos em meia hora sobre diversos assuntos.Para tornar essa tarefa possível eram ensinadas "fórmulas" para desenvolver os parágrafos necessários para uma boa redação de vestibular.E assim, produzimos muito ao longo de três anos,mas, não lembro de olhar para um texto e me orgulhar de tê-lo escrito, talvez porque a autoria não fosse realmente minha, mas sim, parte de um sistema pré-determinado que não dava asas a minha imginação e produção.